Juros do crédito à habitação caem em abril

Juros do crédito à habitação caem em abril

Julho 20, 2020 0 Por admin
As taxas de juro implícitas no crédito à habitação diminuíram em abril, para 0,947%. Reduções “poderão estar associadas às alterações decorrentes do regime de moratória”, explica o INE.
 
As taxas de juro implícitas no crédito à habitação diminuíram em abril, para 0,947%, depois do ligeiro aumento registado março, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira divulgados.
Estas taxas, obtidas por quociente entre juros pagos e capital em dívida, têm registado alternadas e ligeiras subidas e descidas desde o início deste ano: em janeiro 1%, em fevereiro desceu para 0,997%, subiu ligeiramente para 0,998% em março e em abril voltou a descer, para 0,947%.
“As reduções das taxas, bem como da prestação média mensal, observadas em abril, poderão estar associadas às alterações decorrentes do regime de moratória”, explica o instituto, na publicação divulgada na sua página de internet, recordando que a moratória suspende, pelo prazo de seis meses, o pagamento, total ou parcial, da prestação mensal das famílias com o crédito à habitação.
Para o destino de financiamento para aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 0,964%, menos 5,5 pontos base face a março.
 
Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, a taxa de juro para este destino de financiamento fixou-se em 0,882%, baixando face aos 1,115% registados em março.
Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação vencida desceu 12 euros, para 237 euros e, deste valor, 42 euros (18%) corresponderam a pagamento de juros e 195 euros (82%) a capital amortizado.
Já quanto aos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação desceu para 272 euros.
Os dados do INE mostram ainda que, em abril, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 46 euros face ao mês anterior, fixando-se nos 53.886 euros.
Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi de 107.887 euros, mais 1.747 euros que em março.