Burlas e fraudes de crédito bancário: 5 fatores que deve ter em atenção

Burlas e fraudes de crédito bancário: 5 fatores que deve ter em atenção

Agosto 4, 2020 0 Por admin

Exemplo disso são os tempos em que vivemos. Dada a pandemia da Covid-19, e com os cortes severos nos rendimentos, são muitos aqueles que se aproveitam para passar por intermediários de crédito, com o objetivo de obter dinheiro das famílias e empresas. A PSP registou mesmo um aumento de 131% de burlas com fraude bancária desde o início da pandemia.

1. Confirme se a entidade é um intermediário de crédito autorizado

O ponto de partida trata-se de perceber se a entidade à qual está a recorrer é mesmo uma instituição ou intermediário de crédito reconhecido pelo Banco de Portugal, através do Portal do Cliente Bancário.

2. O processo de avaliação não lhe pode ser cobrado

É muito recorrente que algumas das instituições ditas fraudulentas cobrem para fazer a avaliação da situação do cliente. Se isto acontecer desconfie, uma vez que, por lei, não é permitido cobrar qualquer tipo de valor na fase de avaliação.

3. Pesquise a entidade em questão

Pesquise informações sobre a idoneidade da empresa mediadora de crédito e procure testemunhos de clientes. Pode também recorrer a sites fidedignos, como o Portal da Queixa, para verificar se existem reclamações.

Deve ainda pesquisar os contactos num motor de busca, por exemplo, para verificar se esses pertencem, ou não, à entidade oficial.

4. Preste atenção às promessas

Se receber uma mensagem ou um email com promessas de concessão de crédito automático ou num prazo muito curto, deve ter alguns cuidados.

Desconfie de anúncios com a linguagem: “dinheiro fácil” ou “sem burocracias” por exemplo.

5. Em caso de dúvida fale com o Banco de Portugal

Se tiver dúvidas, pode sempre recorrer diretamente ao Banco de Portugal. Até lá, e até confirmar a credibilidade da instituição, não forneça nenhum dado pessoal ou bancário.

Caso tenha a certeza que foi vítima de uma tentativa de burla, deve denunciar a situação igualmente ao Banco de Portugal e às autoridades policiais.

Mesmo que não tenha sido vítima de crime, se tomou conhecimento de que uma determinada entidade se dedica a atividades financeiras ilegais, não deixe de reportar essa situação.